FELIZ 2009!

Estava pensando em como desejar aos leitores desse blog um feliz ano novo que não parecesse falso ou espontâneo demais, sem valor. A esperança se esgotava, mas fim de ano é uma época mágica e pode-se esperar de tudo até o último minuto (ou até o último segundo, já que o dia de hoje vai ter um segundo a mais porque cientistas descobriram que a Terra está girando mais devagar). 

Estava em um ônibus que passa pela orla de Copacabana e o cobrador me deu a idéia sem nem saber. Virou para o motorista em alto brado; "Olha aí. Tudo pronto pro rendez vous! Amanhã o couro come e ninguém nem vê!" complementando depois com o pensamento coletivo, mas que dificilmente se exteriora; "Podia entrar tudo de ruim, as pessoas ruins, tudo isso mar adentro e não voltar."

Logo depois passamos por uma madame em um jipe lançando beijinhos aos garis pendurados no caminhão e gritando "Feliz ano novo! Feliz ano novo!", numa cena que só poderia ser passada no Rio e, em especial, num clima de final de ano - época em que algumas pessoas mergulham na sensação de que tudo que for feito até a manhã do dia 1˚ será esquecido para a chegada de uma nova vida.

Quando paramos no sinal havia um senhor de bigodes pedindo trocados no sinal parecendo muito triste. "Aê, Madruga! Vamos ver se ano que vem a gente arruma algum!", gritou o trocador pela janela, que ainda completou "E quem diria teu time, hein? Tava nas alturas esse ano e depois desandou igual diarréia!". 

O 'Madruga' riu, mas escondeu logo que pôde o riso, afinal a cara de triste é parte integrante do seu uniforme de trabalho. O trocador se voltou para dentro do ônibus enquanto o sinal abria; "Esse aí é tricolor fanático". Pela descrição nem precisava dizer... 

O que eu desejo a você, querido leitor, é um 2009 de muito progresso, muita paz na sua cidade (sem esquecer dos conflitos internacionais), que o seu prefeito invista mais nas escolas do ensino básico do que em projetos faraônicos, que as atitudes "ecologicamente corretas" sejam parte do nosso dia-a-dia, que os governantes façam reduzir a desigualdade social que corrói nosso povo...

Espero também que em 2009 não haja esmolas - nem pra você nem pra ninguém - e que seu time não conte com Renato Gaúcho. Tudo de bom, que seus projetos para o novo ano se concretizem e um excelente rendez vous!

Identificação

Quantas madrugadas... Pelo menos agora eu tenho um blog pra contar as histórias...


Aracy de Almeida no Zona Sul

Esse tempinho mais ou menos dá mais ou menos vontade de não fazer nada. Mas não fazer nada às vezes dá trabalho. Fui ao mercado pra comprar um raviole semi-pronto (bem comida de quem não quer fazer nada mesmo).

Na hora de pagar fui direto no caixa rápido, que só tinha uma pessoa na minha frente. Mas quando olho quem era a pessoa me assusto; Aracy de Almeida! E ela já morreu há uns bons anos...  Pensei em como poderia falar "A senhora não morreu de desgosto há uns 20 anos depois de ser jurada do Show de Calouros do Sílvio Santos?" Preferi não falar nada, afinal era a Aracy de Almeida.

Ela estava passando mais do que a quantidade de produtos permitidos no caixa rápido, o que atrasou meu não-fazer-nada. Mas eu não disse nada, afinal era a Aracy de Almeida.

Na hora de passar o cartão ela se enrolou para digitar a senha, o que atrasou meu não-fazer-nada. Mas não reclamei de nada, afinal era a Aracy de Almeida.

Depois ela foi embora tratando com certo desdém a caixa e a mocinha que ensaca as compras. Nem desejou o tradicional e espontâneo (até demais às vezes) "feliz ano novo!". Mas o que eu vou fazer? Afinal era a Aracy de Almeida.

Então resolvi me vingar colocando aqui para todo mundo ver uma foto dela, afinal é a Aracy de Almeida!



Chico Mendes

Hoje faz 20 anos que foi assassinado o maior líder ecológico do mundo, Chico Mendes. Escrevi sobre ele em um novo blog, que terá como tema a Ecologia. O endereço é http://ecointeligencia.blogspot.com/

Eu subi na escada

Eu subi na escada. Eu não sou um gato, não subi no telhado e isso não é uma metáfora. Eu subi mesmo na escada. Moro no primeiro andar e precisava colocar as luzinhas de natal por fora da minha janela. Não sou muito ligado em natal. Não tem para mim o significado grandioso que tem para outras pessoas. Mas o fim do ano é o fim de um pequeno ciclo e acho importante que haja o rito de passagem, as promessas de fim de ano que são esquecidas antes do carnaval, essas coisas... Por isso quis enfeitar a minha casa já que nenhum outro vizinho o tinha feito.

Enfim, subi em uma escada de 3 metros com a ajuda do meu porteiro. Expus nós dois a uma pequena dose de ridículo. Ainda pegando a escada enorme, o Severino - que tem pouco mais de 1,60 m - já ouvia da rua "Só de escada mesmo, né, baixinho?"

Logo que trouxe a escada nós a armamos e eu subi todo enroscado em lampadinhas de natal. Rapidamente chegou o porteiro do prédio ao lado querendo ajudar. "Pode subir, seu Pachá." (Engraçado como até para os porteiros dos outros prédios da minha rua o meu nome já ficou menor do que o apelido). 

Impressionante como o brasileiro não se contém em dar palpites. Antes mesmo de chegar ao alto da escada todo mundo que passava pela rua soltava algum: "Inclina mais a escada", "Inclinada demais também não chega lá" E já pendurando o enfeite "Cuidado com a luzinha. Se queimar uma apaga tudo.", "Vai deixando uma barriga maior", entre outros...

A turba estava maior a cada instante. E eu querendo fazer tudo rápido para que o instante passasse logo. Lá pelas tantas um vizinho sacana manda a do dia: "Dando uma trepadinha, né?!" 

"Putaquepariu!", pensei cá com meus botões. "Vou ser motivo de gozações entre as famílias da vizinhança na noite de natal". Cheguei até a imaginar aquele tio sacana - que toda família tem e que, graças a Deus, a gente só encontra na noite de natal - espalhando pra família "Sabe aquele barbudinho do prédio do Severino?..."

Enfim, pendurei as 200 lâmpadas compradas na Loja Americana e desci os 3 metros de escada. E assim acabou o espetáculo em que o barbudinho do prédio do Severino virou Gabriela Cravo e Canela pegando a pipa no telhado.

Coitado do jornalista que perdeu o sapato

Esse Bush merece muito mais do que umas sapatadas. Acho que na verdade ele merecia umas boas chineladas quando era menor. Não levou deu nisso. Coloquei aqui ao lado uma frase estúpida desse presidente estúpido para cada vez que você entrar aqui no blog até o último dia dele no poder. Pelo menos assim podemos rir dele.

Esta é a entrada do jogo que já fizeram de "acerte o sapato no presidente". Apenas uma das muitas brincadeiras que já estão fazendo com ele pela internet:


Para ver outras zoações com o mais impopular presidente da história dos EUA clique aqui e veja a seleção que a revista Wired fez pela internet. Tem até Os 3 Patetas tacando torta nele.

E vem aí o próximo:
Será que esse vai fazer melhor?

História do Brasil

O trajeto é da Tijuca até Copacabana. Passando pela Praça da Bandeira um grupo de africanos de passagem pelo Brasil pede para descer. Perto da Central do Brasil desce uma mulata bem gorda, reclamando com seu marido - meio calado, mas com pinta de malandro - que ainda teria que lavar roupa. 

Chegando na Presidente Vargas entram alguns trabalhadores quase dormindo depois - imagino - de um dia exaustivo de trabalho, por volta de 23:45. Mais à frente, na Praça XV, bem perto do Paço Imperial, algumas famílias dormem embaixo do viaduto e um jovem ajuda um senhor com deficiência motora a subir no ônibus pela porta de trás. O motorista, vendo que aquele senhor não teria condições de pagar o transporte segue adiante fazendo vistas grossas à situação. 

Ao passar pelo Palácio do Catete, perto do busto de Getúlio Vargas, 2 outros trabalhadores discutem quanto tempo teriam de trabalhar para conseguir comprar o objeto exposto na mesa do patrão. Já estamos chegando em Copacabana e o senhor deficiente, que sentou-se logo à minha frente, vira-se e pergunta como chegar à praia. "Só preciso ver a praia e depois voltar pra Praça XV." Eu explico, ajudo-o a descer e sigo viagem. 

E assim se passou a história do Brasil no ônibus da linha 455.

O buraco é do Moreira ou o buraco é do Marcello?

Sabe ali onde desde que o mundo é mundo existe um buraco inacabado do metrô chegando em Ipanema? Perto da Praça General Osório. Já serviu até em disputa eleitoral e não foi tão recente, lembra? ("O buraco é do Moreira ou o buraco é do Marcello?") Pois é... É ali que eu moro.

Não, não é no buraco, mas na rua de trás. Pois bem... Não sei o que tanto cavam ali há tantos anos e não aguento mais a barulheira causada pela obra todo dia a partir das 8h da manhã. A previsão de inauguração da estação é daqui a 1 ano, no final de 2009 - não sei a data exata porque todos os dias passo em frente ao relógio eletrônico que marca quantos dias faltam para a inauguração e há pelo menos 2 semanas faltam 366 dias.

Até lá tenho que aguentar a barulheira da obra o dia todo, o transtorno causado na minha rua (Antonio Parreiras) e na Jangadeiros (rua que desde que sou criança vi livre para o trânsito apenas poucas e excepcionais vezes), a sujeira e o pior: as pessoas mal informadas que perguntam "Que obra é essa?"

O Veríssimo (o filho, claro) escreveu há alguns anos em seu livro As Mentiras que os Homens Contam algumas dicas para quem está em uma situação como a minha. São respostas para quem ainda não sabe que buraco é aquele. Ainda não sei qual dessas respostas vou usar, mas acho que vou ter a oportunidade de usar todas:

Dez coisas para dizer quando um visitante mal informado perguntar que buraco enorme é esse no chão. (Jamais diga a verdade, que é para um metrô que só ficará pronto quando o Cristo Redentor perder a paciência, botar as mãos na cintura e ameaçar com intervenção. Ele não vai acreditar.)
1 - Foi um meteorito.
2 - Há insistentes rumores de guerra com a Argentina e o governo está construindo abrigos antiaéreos para a população.
3 - Que buraco?
4 - Todas as ruas estão sendo rebaixadas para aumentar a altura dos prédios, que assim pagarão mais impostos.
5 - Está bem, está bem, mas e o problema dos negros nos Estados Unidos?
6 - Estão procurando restos de uma antiga civilização que viveu aqui, os Cariocas, gente de ótima disposição que desapareceu certo dia durante um engarrafamento de trânsito. Até agora só recuperaram uma camisa listrada, um reco-reco e um leque com a inscrição "Baile dos Batutas, 19 e ilegível". Pouco se sabe dos Cariocas (nome indígena que significa "não deixe para amanhã o que um paulista pode fazer por você hoje"). Foram descobertos por marinheiros holandeses que procuravam um caminho mais curto para o Bolero. Viviam das formas mais rudimentares de agricultura, plantando bananeira na avenida e atirando verde para colher maduro. Não deixaram descendentes. Outro dia correu o boato de que tinha aparecido um Carioca no Degrau, mas foram investigar e era só um gaúcho de brim desbotado, chiando muito. Mas as escavações continuam.
7 - Como vamos todos entrar pelo cano, estão instalando um bem grande.
8 - Você quer brigar?
9 - São as obras do novo aeroporto, e não faça mais perguntas.
10 - É para o metrô que só ficará pronto quando o... eu sabia que você não ia acreditar. 

Aceito novas sugestões.

Êta, globalização!

Ontem uma amiga italiana da minha namorada estava conosco tomando um tinto argentino e disse que em Milão o restaurante da moda é um japonês que foi aberto por um brasileiro e tem um nome em inglês; Fingers.

Procurei o site para postar aqui, mas só encontrei o comentário do Seedorf. Lembra dele? Clarence Seedorf nasceu no Suriname. Jogou futebol nos Países Baixos, Espanha e Itália, mas se revelou mesmo para o mundo jogando pela seleção da Holanda na Copa do Mundo de 1994.

Aqui está o elogio dele ao japonês do brasileiro na Itália; 

Piovanni, Hells Angels, Fanta e Vodca

Certas coisas só quem não tem um carro tem o privilégio de vivenciar. Sou editor de vídeos free-lancer e não tenho horários muito regrados. Outro dia trabalhei em Botafogo até quase 4h da manhã. Saí e fui andando pra São Clemente para esperar o ônibus. Nada dele passar, então fui pra Praia de Botafogo, onde teria mais opções para chegar a Ipanema. Fui para o ponto em frente ao Botafogo Praia Shopping. Lá fiquei mais 20 minutos esperando e nada.

Um vendedor ambulante com isopor me chamou a atenção. "Por que não uma cervejinha? Já estou na merda mesmo..." Fui até ele e notei que havia 2 outros clientes que pareciam 2 Hells Angels. Ambos carecas, com cara de poucos amigos e algumas tatuagens. Um mais baixo, de cavanhaque, e o outro muito grande. Alto, largo e muito barrigudo. Além deles e do vendedor havia também o ajudante do vendedor.




Cheguei perto e pedi uma cerveja. Desconfiei que não estivesse gelada porque já quase não tinha mais gelo no isopor, mas surpreendentemente no fim da noite a latinha ainda estava super gelada. Depois de uma longa noite de trabalho desceu redonda como em comercial. Logo notei que os Hells Angels estavam bem a vontade. Na verdade só o de cavanhaque que, rindo, me cutucou: "Você daria 40 anos pra ele?", apontando para o vendedor.

Muito negro, muito magro e com cara de moleque. Realmente eu não daria nem uma idade próxima disso. "No máximo uns 30", respondi. "Pois é! Impressionante! Tava falando pra ele que gente de cor assim não envelhece mesmo. E ainda deve trabalhar a vida inteira."

"Trabalho mesmo", interveio o vendedor. "Já fiz muita coisa e ainda faço". O cara do cavanhaque - foi mal, mas não me lembro o nome de ninguém dessa história - me questionou então "Esse lance de idade é engraçado. Quantos anos você dá pra mim?" Eu que não conheço, sei lá qual é a do cara e prezo muito pela auto-estima do cidadão e a minha própria saúde, achei que ele tivesse 30 e uns quebrados. "Uns 29", disse. "Caralho, jura?!", respondeu cutucando o amigo gigante. "Viu isso? 29! Tenho 37", disse orgulhoso olhando pra mim.

Aí eu já tinha conquistado a confiança. Pra amizade era um pulo. Vi que ele estava tomando uma Fanta com gelo e vodca. "Conservado no álcool", brinquei apontando o copo dele. Não podia perder a oportunidade. Ainda bem que fui feliz. Todos riram.

Eles, que já estavam conversando antes da minha chegada, agora estavam brincando e rindo como amigos de longa data. E eu junto, claro. Esses papos meio de bar são ótimas escolas. Nessa aula, por exemplo, o do cavanhaque me ensinou o que ele faz quando a mulher dele quer sair e ele não. Uma excelente aula de psicologia reversa; enrola, enrola, enrola. Quando sente que ela não aguenta mais ele manda "Bóra sair, tô amarradão! Pra onde que a gente vai, amor? A noite deve estar super agitada" e ela já cansada fala que não quer mais sair. Aí eles alugam um filminho e ficam em casa tranquilos como ele queria desde o início.

"A minha mulher eu peguei no colo", afirma o vendedor. "Hoje ela tem 20 e eu 40. Mas as famílias são próximas. Quem diria que aquela menina que eu peguei no colo iria se tornar a minha mulher..." O papo foi indo longe. Quando chegamos a Minas, por exemplo, descobrimos ser a terra natal do cavanhaque e do ajudante, que da maneira mais mineira possível disse acanhadamente "Sou carioca da gema".

O vendedor, já cheio de intimidade, pede pro cavanhaque "Posso pegar um pouco da Fanta?" "Claro, claro. Fica à vontade." respondeu enquanto vendedor e ajudante já misturavam também Fanta com a Orloff e o gelo nem de longe filtrado do isopor deles. "Não vai querer também?" perguntaram ao grandão. "Não sou totalflex", respondeu erguendo sua latinha de cerveja, na única declaração da noite.

"Já rodei muito pelo Brasil. Viajei demais tocando muito rock com a minha banda. Agora parei aqui", disse o cavanhaque apontando o prédio do outro lado da rua. "E você? Onde mora?" "Perto da Praça General Osório. Ipanema perto de Copacabana.", respondi. O vendedor interrompe "Mora em apartamento? Eu faço pintura, consertos... Olha aqui", disse pegando um álbum de fotos dele trabalhando em vários lugares mesmo.

No meio do álbum uma foto dele com a Luana Piovanni (!!!). "E essa foto?", perguntei. "Ah, essa é uma ex.", responde com um quase desprezo já virando a foto "E olha aqui o que dá pra fazer com esse tipo de pintura na parede"... E continuou mostrando o álbum dele trabalhando.

No final do álbum ele mostra uma foto todo orgulhoso "E essa é a minha atual mulher com 3 dos meus 7 filhos." "Sete?!?!", perguntei assustado. "É. Rodney, Rodolfo, Ronaldo..." e saiu dizendo uma lista onde só 2 não começavam com R. "Mas quantos são da sua atual esposa?" "Três. Os outros 4 são da ex." Pensei, 'bom, a Luana Piovanni não tem filhos, tem?'

A essa hora já eram 15 conversas paralelas entre nós 5, sendo que o grandão ficou só naquela declaração mesmo. O cavanhaque então aponta um ônibus que vem vindo. "Acho que aquele serve pra você." "434? Não sei. Acho que não, mas vou perguntar." E me afastei pra perguntar pro motorista se passava na General Osório.

Com a resposta positiva subi no ônibus e - com excessão do gigante, que parece ainda não ter assimilado bem o que estava acontecendo - todos ficaram acenando do lado de fora do ônibus numa cena quase tão emocionante quanto a da personagem da Fernanda Montenegro entrando no ônibus e deixando para trás o menino Josué em Central do Brasil.

Mas isso foi a minha referência. Não sei o que deve ter pensado o pessoal da excursão de japoneses que estava no ônibus e ficou me olhando com aquela latinha vazia na mão às 5 e meia da manhã enquanto aqueles caras acenavam pra mim.

ASSUSTADOR

Axé Católico. Taí uma música que tem tudo pra virar o mais novo clássico da MPB.


O Padre Josafá, citado no início do vídeo, é o atual vice-reitor e em breve será o reitor da PUC-Rio. 

Pó pará com o pó. É sucesso!

O que é arte? 2

Um dos destaques de hoje na divisão de notícias sobre Artes do portal G1:
Tops da Victoria's Secret promovem a grife de lingerie em Nova York.

É... Cada um entende por arte aquilo que lhe toca.

Web artist

Dá uma olhada no que esse artista plástico faz. Incrível.