Chico Mendes


Há 23 anos, no dia 22 de dezembro de 1988, foi assassinado o líder popular Chico Mendes. Ele foi uma liderança que ousou questionar as grandes madereiras, os grandes empresários e mesmo o governo com relação ao que estava sendo feito para preservar a Amazônia. Com total consciência Chico Mendes abriu caminho para o questionamento de muita coisa e para a luta pela preservação do meio-ambiente e, em especial, da Amazônia.

Um líder rebelde de origem popular que mostrou, mais uma vez, que lutar é preciso. Mesmo recebendo ameaças, sabendo dos riscos que corria, ele lutou até o fim, chamou a atenção para a causa ambiental sem abdicá-la em nenhum momento. Ele já havia sido condecorado pela ONU no dia 5 de junho de 1987 (dia do meio-ambiente), mas foi somente após a morte do ecologista e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC) que foi despertada a atenção internacional para os conflitos entre seringueiros e fazendeiros.

Morreu assassinado por fazendeiros que já fugiram diversas vezes da cadeia, chegando a conseguir financiamento público através de uma identidade falsa após uma dessas fugas. Hoje Darly Alves da Silva, um dos assassinos, está rico e cumpre prisão domiciliar. O filho dele, Darci, co-autor do assassinato de Chico Mendes, vive muito bem no Pará, administrando uma das fazendas da família.

A causa de Chico Mendes também era social. Ele criou o projeto das reservas extrativistas, unindo interesses dos seringueiros e dos índios. Embora não tenha havido grande repercussão no Brasil pelo 20˚ aniversário desse triste assassinato, houve repercussão no exterior. O jornal inglês The Guardian de hoje traz uma reportagem sobre os 20 anos da morte de Chico, falando sobre a importância desse líder e os avanços que ele propôs na maneira de lidar com o meio-ambiente mundo afora.

Mas a matéria mostra ainda uma triste realidade brasileira; o risco que correm as lideranças contestadoras por aqui. Um estudo da Comissão Pastoral da Terra que será publicado em 2009 sugere que pelo menos 260 pessoas vivem em condições de risco de vida por causa de sua luta contra um conjunto de fazendeiros, boiadeiros e madereiras que atuam na região amazônica.

O jornal traz ainda um artigo assinado pelo renomado jornalista e defensor das causas ambientais Charles Clover, que conheceu Chico Mendes pessoalmente. Intitulado "Chico Mendes Mártir dos nossos tempos", o artigo cita o sucesso das reservas extrativistas e daquelas administradas por comunidades indígenas estabelecidas por Mendes em proteger partes da Amazônia.

"Agora as pessoas falam na adoção de cotas de carbono para proteger áreas similares ao redor do mundo", diz a coluna. "E me dou conta de que conheci o mártir dos nossos tempos - o Gandhi, ou talvez Che Guevarra, de nossa era ambiental".


Esse blog é dedicado a Chico Mendes e a todos aqueles que lutam pela causa ambiental / social e não desistem de sua luta.

O samba é um moleque

O samba é uma criança. Olha aí Chico Buarque e Hebe, crianças "gracinhas" cantando e dançando com Donga:


Feliz dia do Samba!

No Recife, ex-mecânico morre depois de saber que ganharia indenização


Preso por engano em 1976, Marcos Mariano passou 19 anos preso.
STJ anunciou que ele ganhou causa contra o Governo de Pernambuco

Morreu no Recife, na noite desta terça-feira (22), o ex-mecânico Marcos Mariano da Silva, 63 anos. Ele foi, segundo o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), vítima do “maior e mais grave atentado à violação humana já visto na sociedade brasileira”. Preso por engano, Marcos passou 19 anos na cadeia, de onde saiu cego e tuberculoso. Faleceu apenas algumas horas depois de saber que havia ganhado na Justiça – por unanimidade – a causa que movia contra o Governo de Pernambuco. O valor inicial do processo estava avaliado em R$ 2 milhões, mas aproximadamente metade do valor foi pago em 2008. Hoje ele soube que receberia o restante.

“A vitória só não foi mais completa porque ele não chegou a receber o dinheiro. Ele sempre acreditou na justiça que só tornou-se concreta hoje”, afirma o advogado de Marcos, Afonso Bragança. O processo concluído nesta terça – um Agravo de Recurso Especial – dá ganho de causa a Marcos Mariano por danos morais e materiais. O valor definitivo da indenização ainda vai ser calculado. “Com a primeira parte, ele ajudou a família, comprou uma casa. Teve momentos nesses três últimos anos de ter uma vida digna, com condições de ter um mínimo de conforto”, conta o advogado.

O advogado afirma que deu a notícia ao cliente por volta das 15h. Em torno das 16h ele foi tirar o cochilo habitual e não acordou mais. Segundo Bragança, Marcos não estava doente. O corpo ainda está na residência dele, no bairro de Afogados, e ainda será liberado pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). “Já era esperada essa decisão, é a segunda. O estado recorreu de novo e ganhamos de novo”, explica o advogado. Segundo ele, a parcela de hoje vai requerer “outra guerra. O valor ainda vai ser calculado e deve ser revertido para a esposa dele”, afirma.

Entenda o caso
Marcos Mariano da Silva foi preso, em 1976, porque tinha o mesmo nome de um homem que cometeu um homicídio – o verdadeiro culpado só apareceu seis anos depois. Posto em liberdade, passou por um novo pesadelo três anos depois: foi parado por uma blitz, quando dirigia um caminhão, e detido pelo policial que o reconheceu. O juiz que analisou a causa o mandou, sem consultar o prontuário, de volta para a prisão por violação de liberdade condicional.

Nos 13 anos em que passou preso, além da tuberculose e cegueira, Marcos foi abandonado pela primeira mulher. A liberdade definitiva só veio durante um mutirão judiciário. O julgamento em primeiro grau demorou quase seis anos. O Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou que o governo deveria pagar R$ 2 milhões. O governo recorreu da decisão, mas se propôs a pagar uma pensão vitalícia de R$ 1.200 ao homem. O caso chegou ao STJ em 2006.


Adeus, Collor

Lembra do filme "Adeus, Lenin"? No filme um rapaz tenta proteger a mãe de fortes emoções em nome da saúde dela e para isso remonta toda a Alemanha Oriental, onde viviam, na casa onde vivem em uma Berlim já unificada.

Seria maravilhoso fazer uma versão tupiniquim. "Adeus, Collor". Fico pensando se acontece algo parecido e eu preciso dizer para alguém que adormeceu em coma nos últimos 20 anos que a inflação está em cerca de 40% ao mês e todo mundo já desistiu dessa baboseira de que o Brasil é o país do futuro.

Afinal, como explicar a notícia abaixo?

Nesta semana, fundo chinês informou que pode comprar títulos italianos. Modelo poderia ser usado por Brics para ajudar UE.

Os países que integram o chamado "Brics", que são o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, vão se reunir na próxima semana em Washington (Estados Unidos) e discutir como fazer para ajudar a União Europeia, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira (13). Na próxima semana, acontece na capital norte-americana a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em um momento no qual a Itália é pressionada pelos mercados financeiros, saiu a confirmação de que o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, se reuniu na semana passada com o presidente do fundo soberano chinês CIC.


De acordo com o jornal Financial Times, as conversas abordaram a compra pela China de títulos da Itália, país que enfrenta uma crise de confiança dos mercados. Além da Itália, outros países da União Europeia, como a Espanha, a Grécia, também enfrentam problemas para pagar suas contas.

A compra de títulos de países da União Europeia, segundo analistas, poderia ser um modelo adotado pelos países integrantes do Bric para tentar ajudar a Zona do Euro. Para isso, os governos dos países emergentes poderiam lançar mão de suas reservas internacionais. Somente o Brasil, por exemplo, possui mais de US$ 350 bilhões em reservas cambiais - a maior parte aplicada em títulos do tesouro dos Estados Unidos, considerados de baixo risco.

Dados da agência europeia de estatística, a Eurostat, divulgados na semana passada, mostram que a economia da União Europeia e da zona do euro cresceu no segundo trimestre apenas 0,2% em relação aos três primeiros meses deste ano. Entre janeiro e março de 2011, a economia da região havia avançado 0,8%.

Esta queda se deve à redução do consumo das famílias e à forte freada no avanço dos maiores países da UE, principalmente a Alemanha, que cresceu somente 0,1% na comparação com o trimestre anterior, e a França, cuja economia estagnou.

Outras economias importantes da zona do euro, como Itália, Espanha e Holanda, também registraram crescimentos menores de suas economias, respectivamente 0,3%, 0,2% e 0,1%, segundo dados da Eurostat.


1 dia depois


Passou apenas 1 dia, mas agora a história toda mudou. O engraçado dessa história toda é ver o completo despreparo não só das autoridades aéreas e policiais envolvidas, mas ainda maior o despreparo dos jornalistas que querem se aproveitar de historinhas curiosas para ganhar novos leitores na internet. Detalhe: em chamada da Globonews disseram que o voo era da American Airlines e na notícia abaixo, do G1, a companhia é a Frontier.


TV chegou a divulgar que incidente foi provocado por sexo no banheiro.
Dois homens e uma mulher tinham sido detidos por suspeita de terrorismo.


A norte-americana Shoshana Hebshi disse que foi presa e algemada durante um voo da companhia aérea Frontier que ia de San Diego para Denver, no último domingo (11), dia que marcava o aniversário de 10 anos dos ataques terroristas aos EUA, simplesmente por conta de sua aparência. Escoltado por caças, o avião acabou desviado para o aeroporto de Detroit.

Shoshana estava sentada ao lado de dois homens. Eles levantaram suspeitas por terem permanecido muito tempo no banheiro do avião. Um deles teria passado mal durante o voo.

Inicialmente, a emissora "Fox" chegou a divulgar que a confusão aconteceu porque teria ocorrido um ato sexual no banheiro do avião. A polícia, posteriormente, negou que os suspeitos tivessem feito sexo na aeronave.

Shoshana destacou ainda que não conhecia os dois homens. Apesar de não ter ligação com eles, a mulher destacou que acabou detida pelo FBI, polícia federal americana, por causa de seus traços judeu-árabes. Os três foram libertados após interrogatório.


O polêmico banheiro do avião

O fato é que o medo acabou fudendo com a viagem de algumas pessoas, que se cagam por qualquer motivo. Vamos à mesma notícia versão Folha de SP e depois do Globo. As fontes são as versões online dos jornais no dia 12 de setembro de 2011. Primeiro a Folha:

FBI diz que detidos durante voo não fizeram nada de errado


O FBI informou, em um comunicado, nesta segunda-feira que as três pessoas detidas depois que um avião aterrissou em Detroit ontem --10º aniversário de 11/9-- não haviam feito nada de errado.

Aviões caças escoltaram o avião da Frontier Airlines depois que a tripulação informou que duas pessoas passaram muito tempo no banheiro.

No entanto, o FBI disse que nunca houve duas pessoas ao mesmo tempo dentro do banheiro. Segundo o órgão, um homem não se sentiu bem e foi ao banheiro e outro homem o acompanhou.

A terceira pessoa detida era uma mulher que permaneceu em seu assento. Nenhum dos três conheciam-se.

Aviões caça também escoltaram um voo da American Airlines que ia de Nova York para Los Angeles. Três pessoas que foram diversas vezes ao banheiro foram liberadas.


Agora a versão do portal G1:


Avião faz pouso de emergência após tripulação confundir sexo com atentado


Três passageiros, dois homens e uma mulher, foram presos no domingo (11) durante um voo que ia de San Diego para Denver, nos EUA, depois que um casal ficou muito tempo no banheiro. Após a tripulação desconfiar que pudesse ser um atentado, a aeronave, escoltada por caças, foi desviada para Detroit por segurança, segundo reportagem da emissora "Fox".

No entanto alguns relatos dizem que dupla estava apenas "fazendo sexo".

Com medo de atentado, os agentes removeram as bagagens da aeronave, que foram inspecionadas por cães farejadores.

Havia 116 passageiros a bordo do voo da companhia Frontier.

A polícia não apresentou acusações contra os envolvidos.


E quando a gente acha que a história já deu o que tinha que dar (desculpem o trocadilho infame) aparece o Yahoo Notícias - o "Meia Hora" menos engraçado do jornalismo virtual:

Sexo é confundido com atentado em 11 de setembro, e avião faz pouso de emergência


Não é nada disso que você está pensando, eles estavam só fazendo sexo. (Nem o Meia Hora começa uma matéria assim...)

Ainda assim, uma escapulida inocente levou à prisão de três passageiros, dois homens e uma mulher, em um voo que ia de San Diego rumo a Denver (EUA). O empolgado trio demorou um pouco demais no banheiro, o que levou a tripulação a desconfiar de um atentado terrorista - lembrando que a presepada rolou no último domingo (11), data que marcou o aniversário de 10 anos dos atentados de 11 de setembro. (Supõe-se que se marcou o aniversário do 11 de setembro o domingo era dia 11)

A aeronave foi então escoltada por caças e pousou em Detroit, segundo a mídia local. Os três envolvidos no ménage saíram algemados do voo direto para interrogatório. Porém, conforme relatos de alguns dos 116 passageiros, o grupo fazia só amor, não guerra. Posteriormente, o trio foi solto sem nenhuma acusação, já que amar não é crime contra a segurança nacional nos EUA (toc, toc, toc...). (O que é esse "toc, toc, toc" no fim da matéria? Se alguém entendeu me explica?)


Mais um 11 de setembro

Assista até o fim esse filme de Ken Loach porque é sempre bom lembrar que é 11 de setembro.


Citação do filme: "Santo Agostinho disse que a Esperança tem 2 filhas lindas: Raiva e Coragem. Raiva do estado das coisas e Coragem para mudá-lo."

Os programas de TV e jornais apelam para a memória para cativar seus leitores e espectadores. Eu sou um pouco mais livre por não ganhar dinheiro com esse blog. Enquanto eles perguntam um simpático "O que você estava fazendo no 11 de setembro?" eu prefiro questionar "O que você faz para evitar onzes de setembro?"


Itamar Franco superou Jesus Cristo

Itamar, chegando merecidamente ao Céu, parecia orgulhoso. São Pedro estranhou e o questionou.
- Porque essa cara de felicidade?
E Itamar respondeu:
- Pedro, meu caro, acabei de superar o Mestre.
E Pedro, surpreso:
- E como foi essa superação, Itamar?
- Ora, quando Ele morreu na cruz, havia apenas dois ladrões ao lado... Agora, olha aqui a foto do meu funeral...

Cindy Lauper e Justin Bieber são bons. Pergunte à Dona Joana.

Amigos, desculpem postar isso depois de falar de Maria Bethânia. Vocês vão me entender.
É que eu precisava compartilhar com vocês uma surpresa boa que recebi; a Banda Dona Joana.
Aqui a versão Diva de Baixa Renda de "Girls just want to have fun", da Cindy Lauper:


Essa banda é tão divertida que fez eu gostar de uma música do Justin Bieber. Fizeram uma versão folk de "Baby, baby, baby, oooooou":


E só pra terminar esse post deixo vocês com a versão Furacão 2000 da mesma música. Só pra mostrar que não tenho preconceitos:


Minha maior Maria não tem 2 mil anos, mas é mãe da salvação.

Parabéns à aniversariante Maria Bethânia e que todos tenham milhões para fazer suas artes!


Parabéns, Jão!

Hoje João Gilberto faz 80 anos. Isso se estiver vivo fechado naquele apartamento. Mas parece que está. Achei interessante esta reportagem do IG sobre o dia-a-dia dele que tenta tirar uma intimidade do mestre que não existe. Onde aperta o óculos, entrevista com o entregador do Zona Sul que foi à cozinha dele e disse que é imunda... Como somos carentes de gênios, né?


Deputados que aprovaram novo Código Florestal receberam doação de empresas desmatadoras

Dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, em julho/2010, 13 receberam juntos aproximadamente R$ 6,5 milhões doados por empresas do setor de agronegócio, pecuária e até do ramo de papel e celulose durante campanha à reeleição, de acordo com as declarações disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Dentre os que arrecadaram verba em empresas do segmento ruralista, apenas um não conseguiu se reeleger. Em julho/2010, quando o projeto foi submetido à análise desta comissão, o novo código foi aprovado por 13 votos a 5. Ambientalistas criticam a reforma por tornar o Código Florestal menos rígido e abrir brechas para anistiar desmatadores.

Pelos dados no TSE, as doações feitas pelas empresas desmatadoras foram concentradas nas campanhas dos deputados que votaram a favor. Dos 13, apenas dois não receberam ajuda do agronegócio, sendo que um foi barrado pela Ficha Limpa e o outro acabou não conseguindo se reeleger. Os outros 11 deputados federais ganharam juntos pouco mais de R$ 6,4 milhões.

O montante doado por empresas desmatadoras financiou aproximadamente 32,5% dos gastos totais da campanha eleitoral destes 11 parlamentares. Somados, os valores declarados – contando todas as doações – chegam a R$ 20 milhões. Em média, a bancada ruralista custeou 30% da campanha com este dinheiro.

Entre os que votaram a favor da mudança está o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Ele não só apoiou à reforma como também é o relator do novo Código Florestal. Rebelo garantiu sua permanência no cargo após receber mais de 130 mil votos no Estado de São Paulo. O deputado declarou ter utilizado aproximadamente R$ 172 mil vindos de cooperativas que representam cafeicultores, citricultores e agropecuaristas.

Apesar de relator da comissão especial, Rebelo foi um dos que menos recebeu ajuda no grupo dos 13 ruralistas que votaram a favor. No topo da lista está o deputado federal, também reeleito, Marcos Montes (DEM-MG). Ele ganha dos colegas tanto por ter recebido o maior montante de investimento quanto pela parcela que esse dinheiro representou nas suas receitas durante a campanha.

Montes arrecadou cerca de R$ 1 milhão só de pecuaristas, usineiros e exportadores de papel. Esta quantia corresponde à metade das doações totais recebidas pelo, então, candidato, que foi de R$ 2 milhões.

O parlamentar do DEM não é um caso isolado. O segundo da lista também conseguiu um valor próximo. Duarte Nogueira (PSDB-SP), que concorreu à reeleição para deputado federal em São Paulo, angariou R$ 955 mil de empresas interessadas na aprovação do novo Código. O tucano, que em sua página no site da Câmara dos Deputados declara ser engenheiro agrônomo, agricultor e pecuarista, é o preferido pelas indústrias de papel. Pelo menos quatro nomes de empresas diferentes deste segmento constam em seus dados no TSE.

Bancada “verde”
Pelo lado da bancada ambientalista, dois dos cinco que votaram contra o novo código também custearam a campanha com verba doada pelas mesmas empresas, mas, para estes, o valor foi inferior aos dos outros colegas. A dupla recebeu no total R$ 150 mil.

O verde Sarney Filho (PV-MA), por exemplo, declarou ter utilizado R$ 30 mil transferidos por uma empresa que já foi notificada pelo MPF (Ministério Público Federal) por revender carne e outros derivados do boi cuja origem é a criação ilegal de gado em áreas desmatadas.

O segundo deputado que, apesar de ser da bancada ambientalista, conta com doações do agronegócio é Ricardo Tripoli (PSDB/SP). Ele registra R$ 120 mil.

Agronegócio
A Bunge Fertilizantes, uma das principais empresas do agronegócio, é um exemplo de que a doação para campanhas de deputados não foi feita de forma aleatória. A empresa é a que mais vezes aparece nas declarações dos deputados da bancada ruralista.

Ela contribuiu com as despesas de oito dos 13 que votaram a favor do novo código e que concorreram à reeleição. Destes, sete receberam o valor igual de R$ 70 mil e um ganhou R$ 80 mil, o que resulta em R$ 500 mil distribuídos somente entre políticos da comissão especial.

No total, a Bunge doou pouco mais de R$ 2,5 milhões para candidatos que participaram do processo eleitoral. Portanto, 20% do total destinado por essa empresa às campanhas políticas ficaram no grupo de ruralistas da comissão especial, já que a soma de doações feitas para estes oito candidatos alcançou R$ 500 mil.

Trâmite
Quase um mês após o fim das eleições, os deputados ruralistas que participaram da comissão já ensaiam uma investida para incluir o polêmico projeto na pauta do plenário ainda este ano. Na última quarta-feira (3), estas lideranças se reuniram em um restaurante de Brasília para traçar uma estratégia para conseguir uma brecha na pauta da Câmara dos Deputados. Se aprovada novamente, a reforma é encaminhada para o Senado e depois para o presidente, que decide se a reforma deve ser sancionada ou não.

Outro lado
Todos os deputados citados foram procurados pelo R7. Mas, a maioria não quis comentar o assunto.

Rebelo disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o caso. Já Montes e Tripoli (PSDB-SP) não foram localizados pela reportagem.

O tucano Duarte Nogueira foi o único que aceitou conversar com o R7. O deputado federal explicou que “não é de hoje” que recebe doações do setor agrícola. Ele afirma que tem “profunda identidade” com este segmento produtivo e que defendeu a aprovação do Código Florestal independentemente de ter recebi doações do agronegócio.

- Não há como criar expectativa de qualquer ilação de que eu fiz isso [votar a favor da reforma], porque recebi [doação do agronegócio]. Tanto que esta é minha história de vida. Tenho uma profunda identidade com o setor agrícola não é de agora. Se você for pegar minha primeira prestação de contas em 2006, a grande maioria das minhas doações já vinha do setor agrícola.

A Bunge Fertilizantes também se manifestou sobre as doações citadas nesta matéria. Em nota, a empresa defendeu que não há nenhuma ilegalidade no fato, pois “o sistema político brasileiro prevê o financiamento privado das campanhas”. Porém, a doadora também admite que escolhe políticos com mesma linha de pensamento da empresa, mas desmente que, nestas eleições, tenha financiado campanhas “em função de questões ou de projetos específicos”.


Fonte: Terra Chamando.com

Sua vida pode ser melhor, mas o Congresso não deixa.

Texto original de Leonardo Sakamoto, cientista político, para a o jornal O Estado de São Paulo.


José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, líderes do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, no Pará, foram emboscados em uma estrada e executados com tiros na cabeça na última terça (24). Por denunciarem a ação de madeireiros ilegais, sofriam constantes ameaças e intimidações. Zé Cláudio ainda teve uma orelha decepada e levada pelos seus assassinos, provavelmente para mostrar aos mandantes que o serviço foi realizado com sucesso.

Naquela mesma tarde, a notícia do assassinato foi lida no plenário da Câmara dos Deputados, que estava se preparando para transformar o atual Código Florestal em embrulho de peixe. Ouviu-se, então, uma vaia vinda das galerias e da garganta de deputados da bancada ruralista ali presentes.

Que a vida dos mais pobres não vale o esterco que o gado enterra na Amazônia, isso é público e notório. Ainda mais quando eles, através de sua união e organização, conseguem mostrar que é possível crescer economicamente e ser sustentável. Ou seja, quando provam que dá para respeitar leis ambientais, garantir renda própria e produzir alimentos para a sociedade. E, se isso funciona, por que mudar leis?

Mas quando o Congresso Nacional é usado como palco para tripudiar a morte de pessoas que defendiam o respeito à vida e ao meio ambiente é porque inauguramos uma nova era. O pudor que aparentemente demonstravam certos representantes políticos de produtores rurais na época do massacre de 19 trabalhadores rurais em Eldorado dos Carajás, em 1996, da chacina de quatro funcionários que fiscalizavam fazendas na região de Unaí (MG), em 2004, e da execução da irmã Dorothy Stang, em 2005, não existe mais. O pessoal do “progresso” a todo o custo resolveu sair do armário com sangue nos olhos. Talvez por se sentirem fortalecidos pelo seu peso na economia, talvez pelas alianças políticas que fizeram.

Jogam no nosso colo uma falsa escolha: o país tem que optar entre passar fome ou flexibilizar a legislação ambiental, não ser tão severo com quem usou escravos, evitar a demarcação de territórios indígenas e garantir sua soberania alimentar.

Que tal uma terceira? Uma que inclua o respeito às leis ambientais sem chance para anistias que criem a sensação de impunidade do “desmata aí, que depois a gente perdoa”. Que passe pela regularização fundiária geral, confiscando as terras griladas, e a realização de uma reforma agrária, com a garantia de que os recursos emprestados pelos governos às pequenas propriedades – as verdadeiras responsáveis por garantir o alimento na mesa dos brasileiros – sejam, pelo menos, da mesma monta que os das grandes. Por preservar os direitos das populações tradicionais e de projetos extrativistas, cujas áreas possuem as mais altas taxas de conservação do país.

Isso inclui alterar o padrão de consumo, uma vez que nós do Sul Maravilha comemos e bebemos a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal. De onde você acha que vem o bife do seu churrasco de domingo ou o carvão usado na fabricação de ferro-gusa, matéria-prima do aço com o qual é feito o seu carro? Através de conexões por cadeias produtivas nos tornamos corresponsáveis pelos crimes cometidos a milhares de quilômetros. E, consequentemente, rasgar o Código Florestal torna-se fundamental para ajudar a mantermos nosso padrão de consumo intocado. A maior parte da madeira extraída da Amazônia não vira mesinha de centro na Europa, mas é utilizada na construção civil brasileira. E imagine que temos Copa do Mundo e Olimpíada pela frente, fora a demanda gigantesca exigida pelo Minha Casa, Minha Vida e pelas grandes obras do PAC. Ao fazer o papel que seria do Estado e lutar contra madeireiros, morreram Maria e Zé Cláudio.

Não estou defendendo que nos organizemos em comunidades isoladas, cultivemos juta para fiar nossas roupas, boldo e capim-cidreira para garantir uma reserva médica. Avançamos tecnologicamente e nos beneficiamos disso – por mais que esse “progresso” tenha sido doloroso. E é exatamente por isso, pelo acúmulo de conhecimento sobre o meio em que vivemos, que é lógico reformular a maneira como nos relacionamos como o mundo. Ajustamos o termostato do planeta para o modo “gratinar os idiotas lentamente” e, seguindo a toada atual, vai faltar recursos naturais, como água, até para a agricultura.

O debate sobre o meio ambiente emerge no século 21 como uma discussão sobre a qualidade de vida, não se tratando apenas do pobre Ipê que ficou machucado e do coitado do bagre-cego-com-cabelo-moicano que vai ficar sem casinha, mas também dessa idéia de progresso (alta tecnologia aliada a uma postura consumista), que não está conseguindo dar respostas satisfatórias à sociedade. Faz parte dessa discussão a busca por modelos alternativos de desenvolvimento humano. Que só serão efetivos caso diminuam nosso apetite por recursos naturais. E que não mate a população mais humilde que tenta, ao contrário de nós, viver em comunhão com seu meio, protegendo-o.

O projeto em Nova Ipixuna garante o sustento de mais de 500 famílias com a produção de óleos vegetais, açaí e cupuaçu. Ao invés de procurar formas de replicar esses modelos de sucesso, o Congresso Nacional está discutindo maneiras de passar por cima de suas riquezas naturais e da qualidade de vida das populações que os mantém, rifando as leis que os protegem.

Perdi as contas de quantos assassinatos iguais a esses na Amazônia noticiei nos últimos anos. E tenho medo de imaginar quantos mais ocorrerão, em vista das centenas de camponeses, trabalhadores rurais, sindicalistas, indígenas, ribeirinhos, quilombolas que ainda estão marcados para morrer por defender seu pedaço de chão. A Comissão Pastoral da Terra contabiliza a morte de mais de 800 pessoas em função de disputas por terra no Pará desde a década de 70. Punições? Raríssimas.

Apesar de instrutiva, a vaia da tarde de terça foi desnecessária. Pois, horas depois, a Câmara dos Deputados aprovou a revisão do Código Florestal e suas emendas, reduzindo a proteção ambiental e anistiando, na prática, quem desmatou além da conta. Lançaram, dessa forma, uma vaia ensurdecedora sobre os corpos dos dois.

Pelo menos a vaia foi ouvida em um local apropriado. Seria estranho se fosse em uma birosca, uma casa noturna, uma feira livre, um estádio de futebol, mas não no plenário da Câmara dos Deputados. Afinal de contas, é lá que os direitos humanos têm sido sistematicamente ignorados ou defenestrados a ponto do Supremo Tribunal Federal ter tomado as rédeas e, praticamente, passado a legislar sobre a matéria. Se você é gay, negro, sem-terra, índio, mulher, acredite. Sua vida poderia ser bem melhor, mas setores do Congresso simplesmente não deixam.

Atirei (...) no gato-to...


Esse vídeo mostra o ponto em que chegamos. Enquanto um tiroteio de gangues come solto ao fundo a professora pede a seus alunos do jardim de infância, já deitados no chão, que cantem uma música.

Poderia ser no Rio, mas é no México. Veja a notícia aqui.

A moda do reaça


Hoje estou abrindo meu espaço aqui para Marcelo Rubens Paiva.

Como comentou uma leitora, Natália, no post anterior:
Cara, acho tão engraçada essa mania das pessoas de falarem com orgulho que são “politicamente incorretas” quando dizem absurdos… o sujeito vem, fala um monte de merda e diz que faz isso porque é inteligente (é um livre pensador, não segue o pensamento burro e dirigido das massas, etc) e porque não liga de ser “politicamente incorreto” porque afinal esse é o certo, a sociedade de hoje que está deturpada.
Eu tinha pensado na mesma coisa.

O governador e o secretário municipal de segurança reconheceram que tanto a PM quanto a Guarda Municipal exageraram na repressão à MARCHA DA MACONHA, que virou MARCHA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Alckmin chegou a dizer que não compactua com a ação da PM na Marcha.

Mas muitos leitores e alguns blogueiros continuam achando que o certo mesmo era enfiar o cacete nos manifestantes. PMs que tiraram a identificação, para baterem numa boa. A onda agora é ser bem REAÇA. Se é humorista, e uma piada ultrapassa o limite do bom gosto, diz ser adepto do ideal do politicamente incorreto.

Que babaca é fazer censura contra intolerância. Pode zoar com judeu, gay, falar palavrão, é isso, que se foda, viva a liberdade!

Se alguém defende a Marcha da Maconha, faz apologia, é vagabundo.
Se defende a descriminalização do aborto, é contra a vida.
Se aplaude a iniciativa da aprovação da união homossexual, quer enviadar o Brasil todo, país que se orgulha de ser bem macho, bem família!
Se defende a punição de torturadores, é porque pactua com terroristas que só queriam implodir o estado de direito e instituir a ditadura do proletariado.





Deu, né? Esta DiogoMainardização da imprensa e da pequena burguesia brasileira tem um nome na minha terra: má educação.

Esta recusa ao pensamento humanista que ressurgiu após a leva de ditaduras que caiu como um dominó a partir dos anos 80 tem outro nome: neofascismo. É legal ser de direita? Tá bacana desprezar os movimentos sociais, aplaudir a repressão a eles?
Eu não acho.

Apesar de considerar o termo “politicamente correto”, do começo dos anos 90, a coisa mais fora de moda que existe, diante do que vejo e leio, afirmo: eu, aleijado com tendências esquerdizantes, não era, mas agora sou TOTALMENTE politicamente correto.

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Foi uma semana marcada pelo protesto da gente diferenciada e gafes nas redes sociais, que têm 600 milhões de vigilantes no Facebook e 120 milhões no Twitter. Postaram:

Rafinha Bastos, no dia das mães: “Ae órfãos! Dia triste hoje, hein?”

Danilo Gentili, sobre os “velhos” de Higienópolis que temem uma estação de metrô: “A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz.”

Amanda Régis, torcedora do Flamengo, time eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará: “Esses nordestinos pardos, bugres, índios acham que têm moral, cambada de feios. Não é à toa que não gosto desse tipo de raça.”

Ed Motta, ao chegar em Curitiba: “O Sul do Brasil como é bom, tem dignidade isso aqui. Sim porque ooo povo feio o brasileiro rs. Em avião dá vontade chorar rs. Mas chega no Sul ou SP gente bonita compondo o ambiance rs.”
Quando um leitor replicou que Motta não era “um arquétipo de beleza”, ele respondeu que estava “num plano superior”. “Eu tenho pena de ignorantes como vc… Brasileiros…”, escreveu. “A cultura que eu vivo é a CULTURA superior. Melhor que a maioria ya know?”

E na MTV, a Casa dos Autistas, quadro humorístico, chocou pelo mau gosto.

Todos pediram desculpas depois. Danilo, um dos maiores humoristas de stand-up que já vi, recebeu telefonema do departamento comercial da Band, pedindo para tirar o comentário. Ed Motta se revoltou contra a imprensa. Pergunta se temos o direito de reproduzir seus escritos particulares.

A internet trouxe a incrível rapidez na troca de informações e espaço para exposição de ideias. Alguns se lambuzam. Dizem que são contra as patrulhas do politicamente correto.

Mas como ficam as domésticas ofendidas, os órfãos recentes, aqueles que perderam parentes em Auschwitz, os nordestinos e os pais de autistas?

Tomara que, depois do pensamento grego, democracia, Renascença, a revolução industrial e tecnológica nos iluminem. O preconceito não é apenas sintoma de ignorância, mas lapsos de um narcisista. Ele nunca vai acabar?

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Enquanto no Itaú Cultural, um símbolo de excelência em apoio às artes e alta tecnologia, em plena Avenida Paulista, uma mãe foi expulsa por amamentar o filho em público na exposição do Leonilson, artista que sofreu inúmeros preconceitos, morto vítima da Aids.

Ou melhor, viadão que morreu da peste gay, porque era promíscuo, diriam os reaças.

Os ânimos estão acirrados.


A lista dos bastardos atuais

O novo código florestal foi aprovado na noite passada. A reformulação do código de 1965 era fundamental e inevitável, mas o código deveria passar por uma longa discussão para não haver erros. A pressão é grande da Bancada Ruralista, que é paga - além de nós - pelos grandes proprietários de terra. Infelizmente os integrantes dessa bancada no congresso escolheram quem eles representam e não somos nós.




A bancada ruralista não é novidade. Novidade é - como batizou Marcelo Freixo - o primeiro comunista transgênico. Aldo Rebelo, do PCdoB, fez uma manobra das mais sujas possíveis. Foi escolhido relator do projeto. Como relator ele tem obrigações e privilégios. O projeto foi formulado por um esforço conjunto de deputados e assessores. Antes da leitura final do projeto o relator pode fazer suas alterações. O deputado fez alterações sutis, na esperança de não ser notado.


Por sorte temos pessoas ativas na política - como a ex-ministra Marina Silva - que perceberam a sujeira envolvida no ato. Depois da leitura do projeto pelo relator o projeto não pode ser alterado na Câmara. Vai depender do Senado. A troca de palavras-chaves no texto original transforma o código que deveria proteger o meio-ambiente em uma ameaça.

Além do código foi aprovada também na noite passada a anistia, que mais do que perdão é um incentivo aos desmatadores. Em geral os grandes criminosos, assassinos de pequenos proprietários de terra e daqueles que se opõem à concentração de terra.

Para analistas a nova política pode ser prejudicial economicamente ao Brasil por causar repulsa ao ir na contra-mão do pensamento mundial de preservação.



Aqui está uma simples lista. Essa lista é daqueles que nós do Rio de Janeiro elegemos e que votaram pelo novo código. Sem discussão ou contra-argumentação. Os que votaram SIM são os canalhas. Nenhuma grande surpresa. Gênios da tortura, da estupidez e do futebol são os integrantes desta lista:


Adrian PMDB Sim

Alessandro Molon PT Não

Alexandre Santos PMDB Sim

Alfredo Sirkis PV PvPps Não

Andreia Zito PSDB Sim

Anthony Garotinho PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Arolde de Oliveira DEM Sim

Aureo PRTB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Benedita da Silva PT Sim

Brizola Neto PDT Não

Chico Alencar PSOL Não

Chico D`Angelo PT Não

Cristiano PTdoB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Deley PSC Não

Dr. Adilson Soares PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Dr. Aluizio PV PvPps Não

Dr.Carlos Alberto PMN Sim

Dr. Paulo César PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não

Edson Ezequiel PMDB Sim

Edson Santos PT Sim

Eduardo Cunha PMDB Sim

Eliane Rolim PT Sim

Felipe Bornier PHS PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Fernando Jordão PMDB Sim

Filipe Pereira PSC Sim

Francisco Floriano PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Glauber Braga PSB PsbPtbPcdob Não

Hugo Leal PSC Sim

Jair Bolsonaro PP Sim

Jandira Feghali PCdoB PsbPtbPcdob Sim

Liliam Sá PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não

Marcelo Matos PDT Sim

Miro Teixeira PDT Não

Neilton Mulim PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Nelson Bornier PMDB Sim

Otavio Leite PSDB Sim

Rodrigo Maia DEM Sim

Romário PSB PsbPtbPcdob Sim

Simão Sessim PP Sim

Solange Almeida PMDB Sim

Stepan Nercessian PPS PvPps Sim

Vitor Paulo PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim

Walney Rocha PTB PsbPtbPcdob Sim

Washington Reis PMDB Sim

Zoinho PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim