Esse Congresso é uma pelada!



Algumas situações fazem uma voz gritar na minha cabeça essa música.

Deputados tietes parando os trabalhos pra pedir autógrafos ao Neymar... Isso foi demais. Aí aparecem até os fantasmas do Congresso!


Reportagem do GloboEsporte.com:

Assinaturas em gravatas de deputados e em pastas oficiais marcam presença do atacante do Peixe em cerimônia pelos 100 anos do Santos
Com pouco mais de três anos como jogador profissional, Neymar não distribuiu tantos autógrafos na carreira como na manhã desta terça-feira. Na Câmara dos Deputados, em Brasília, para solenidade em homenagem aos 100 anos do Santos, o camisa 11 viu camisas serem atiradas no palanque, deputados pedirem assinaturas nas gravatas e até mesmo em pastas oficiais de discursos, como foi o caso do deputado Afonso Hamm (PP-RS), realizados no plenário do local.


Crianças, fãs enlouquecidas com a presença do atacante em Brasília, deputados, assessores parlamentares, funcionários da Câmara.... Todos queriam uma lembrança de Neymar. Apesar da presença do goleiro Rafael, do zagueiro Edu Dracena, do volante Arouca e do meia Paulo Henrique Ganso, o camisa 11 era o mais assediado.

Mas não foram apenas os pedidos inusitados que chamaram a atenção na Câmara. Durante 1h30m, tempo de duração da solenidade, camisas foram atiradas em direção a Neymar. Umas caíam logo à sua frente. Outras tinham a direção errada. Um deputado ficou sem o óculos, outro acertou o atacante com um envelope. Mas nada que tirasse o bom humor do jogador.

Até mesmo uma camisa do Corinthians apareceu na solenidade. O uniforme tinha o número 9, utilizado até fevereiro do ano passado por Ronaldo Fenômeno, atualmente aposentado e membro do Conselho de Administração do Comitê Organizador da Copa de 2014.

Faltando poucos minutos para o fim da festa, Neymar deixou a mesa, sentou no palanque à frente dos fãs e seguiu distribuindo autógrafos. Cena que chamou a atenção dos presentes. Mesmo com a convocação dos deputados para um discurso, o jogador fez questão de dar atenção a todos os presentes no local.

"El Efecto", uma banda de valor

Gostei do sonzinho e resolvi compartilhar.

Som de resistência num tempo de muitos pós-modernismos (estranhos pra quem entende a diferença entre preço e valor) porque hai que resistir. Eike resistir.

Ouça:

Desastres que não terminam

Passaram-se as águas de março e algumas lágrimas já secaram. Mas sua marca ainda está presente.

Quem não se lembra da tragédia do Bumba? Centenas de pessoas que na ausência do Estado fizeram suas casas sem saber em cima de um antigo lixão que acabou explodindo. Essa tragédia já tem 2 anos e até hoje tem 303 desabrigados morando em abrigo, como mostra reportagem do G1.

O abrigo é em São Gonçalo e as famílias ficaram distantes de onde moravam e são obrigadas a gastar mais para se deslocar para o trabalho, para visitar ex-vizinhos ou familiares que moravam na mesma região e ainda sofrem porque as escolas públicas no entorno do abrigo não aceitam seus filhos. Isso porque oficialmente são moradores de outra cidade. Os postos de saúde também só aceitam quem é do mesmo município.

A mesma matéria mostra que somando-se os desabrigados pela chuva de 2010 em Niterói há 3.100 famílias esperando por um lar. A dona de casa Lúcia Regina, moradora do abrigo com a avó, 2 filhos e 1 neto desabafa: "Aqui tem gente que perdeu a autoestima, se perdeu. Pessoas que perderam sua identidade, pessoas que tinham uma estrutura emocional que já não têm mais. Eu acho que eles (governantes) estão mais usando a gente para se promover, para em um momento de eleição, campanha, dizer "eu fiz isso" "eu fiz aquilo". Nós não somos cobaias, nós queremos respeito e dignidade. Me trate como um ser humano, não como bicho. Aqui as pessoas estão com a mente vazia, a vida ficou parada, estão sem certeza, perdeu o seu lar. Acho que o abrigo está sendo uma fábrica de delinquentes. Eles (governantes) estão facilitando. Se já tivessem dado as casas, muita coisa não estaria acontecendo"

Há alguns meses eu passei pelo local da tragédia em Teresópolis e a situação era terrível. De lá pra cá já passaram 3 prefeitos na cidade e nos locais mais atingidos parece que o desastre foi ontem. Pior do que isso: ontem houve mais um desastre lá: A chuva fez mais mortos, feridos e desabrigados. Os números iniciais confirmam oficialmente 5 mortos e 414 desabrigados.

Será que um dia vamos conseguir a maturidade política necessária para acabar com esses desastres?

Revistas semanais parte 1 - O bicho


Acho que a coisa já está no ventilador. E estou torcendo para ligarem.

Só fico impressionado como a revista Veja, que se diz bastião da honestidade e imparcialidade, não denuncia esse esquema, que tem na cabeça o DEM - partido descendente da ARENA dos militares e que a revista apóia descaradamente. Ponto para a Época, revista que geralmente não passa de uma revistinha semanal de auto-ajuda das organizações Globo.

A Carta Capital, por outro lado, é uma revista muito boa. Mostra os escândalos e não esconde que tem uma opinião. Não se priva de falar de todos os temas, mas da maneira dela sempre blindando o PT.

Veja as capas dessas 3 revistas semanais e leia trechos da reportagem que saiu hoje no site da revista Época e que deve se aprofundar até a edição impressa do final de semana:


Numa das ligações captadas, Cachoeira orienta Demóstenes a aproveitar um convite para trocar o DEM pelo PMDB, com o propósito de se juntar à base de apoio do governo e se aproximar da presidente, Dilma Rousseff. “E fica bom demais se você for pro PMDB... Ela quer falar com você? A Dilma? A Dilma quer falar com você, não?”, pergunta Cachoeira. Demóstenes responde: “Por debaixo, mas se eu decidir ela fala. Ela quer sentar comigo se eu for mesmo. Não é pra enrolar”. Cachoeira se empolga: “Ah, então vai, uai, fala que vai, ela te chama lá”. Como se fosse um bom subordinado, Demóstenes acata a recomendação.

Demóstenes estava em plena negociação com caciques do PMDB, como os senadores Renan Calheiros e José Sarney, para mudar de legenda. Um dos maiores opositores do governo – e carrasco de petistas acusados de corrupção – tencionava aderir ao governo do PT. Segundo dirigentes do PMDB, àquela altura a mudança de partido já tinha o aval do Palácio do Planalto. Tudo nos bastidores, porque em público Demóstenes continuava oposicionista.

O plano de Cachoeira de se aproximar do governo deu errado. Demóstenes, ao que tudo indica, ficou com receio de acabar alijado do Congresso. Ele estava convencido de que a cúpula do DEM pediria à Justiça a cassação de seu mandato por infidelidade partidária.

Cachoeira, quando ainda em liberdade, tinha outro projeto concreto, além da aproximação de Dilma. Sua intenção era conseguir apoio do PMDB para que Demóstenes chegasse um dia a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Seria um ativo inestimável para suas atividades.

Demóstenes foi levado, pela cúpula do DEM, a deixar o partido, na terça-feira. Por muitos anos, ele foi uma importante fonte de credibilidade e votos para a legenda. Agora, Demóstenes tenta retardar seu processo no Conselho de Ética do Senado. Conversou com o presidente da Casa, José Sarney, e com o líder do PMDB, Renan Calheiros. A presidência do conselho está vaga, e ninguém quer a posição. Os três conselheiros do PMDB – Renan Calheiros, Edison Lobão Filho e Romero Jucá – já foram protagonistas de escândalos. “Me deixa fora dessa!”, diz Lobão Filho. “Me botaram lá no conselho contra a minha vontade.”

Cachoeira pediu a Demóstenes para interceder no STF para Marcelo Miranda assumir como senador.

A reportagem completa aqui.