Colchão pra quê?

O motorista pára em frente a uma loja de colchões e avista uma conhecida trabalhando na porta.
"Como é que tá?", pergunta ele.
"Tamos aí, trabalhando sábado... Ruim, né?"
"Pois é."
"Mas amanhã eu tô em casa.", disse a vendedora toda satisfeita. 
O ônibus saiu e o cobrador completou "Lavando roupa e preparando o almoço."

Gentileza gera Gentileza


O motorista parou no ponto, respondeu todas as perguntas de possíveis passageiros sobre o trajeto da linha e disse para a senhora que acabara de entrar que ia esperá-la sentar-se para acelerar. Ela agradeceu surpresa e passou a roleta sorrindo. 

Eu estava pouco depois do cobrador (um lugar ótimo para perceber as histórias de ônibus) e também sorri. Olhei para o banco ao lado e outra senhora, sentada sozinha, sorria igualmente. Todos os sorrisos eram próprios e nem por isso deixavam de ser coletivos. 

A primeira senhora sentou e o ônibus seguiu viagem. Ninguém reclamou. Ninguém se atrasou mais para seu trabalho ou compromisso por causa daquele minuto.

Horas mais tarde mantive um hábito que há algum tempo não tinha a oportunidade de manter; ajudei uma idosa a descer do ônibus estendendo-lhe a mão. Ela agradeceu feliz e foi espalhar sorrisos.


"Engole o choro!"

Caminhando por Botafogo hoje passei por uma mulher de 30 e poucos anos falando bem alto ao celular. "Não, filhinho. A mamãe precisa te deixar na escola pra fazer outras coisas." Aumenta o tom. " Mamãe tem que viver." Gritando: "A MAMÃE TEM QUE TRABALHAR E IR AO PSICÓLOGO PARA ENTENDER PORQUE VOCÊ CHORA TANTO!"
.
.
.
Então... Você sabe por que ele chora tanto?

Webber não vai de Volvo.

Bom, depois de reclamar por entrar no Youtube e digitar "arte" e só encontrar coisas como "A arte de roubar" aqui vai mais um da família; Estava agora lendo a Folha Online e no site do jornal eles indicam blogs. Um dos indicados tinha como título de postagem "Webber, a bicicleta e o carro". 

Entrei para ver a relação que o blogueiro faria entre as teorias do economista Max Weber e a revolução que vem sendo feita por um número crescente de pessoas que se recusam a pegar o carro para ir a algum lugar quando podem usar a bicicleta.

Eis o endereço:http://fabioseixas.folha.blog.uol.com.br/
O blog é de automobilismo e o Webber em questão (este com 2 Bs) é o piloto de Fórmula 1 Mark Webber, que foi atropelado por um carro enquanto andava de bicicleta.

Esse mundo me surpreende a cada dia.

O que é arte?

Digitei "arte" no Youtube e vi muita coisa como "Futebol-arte", "A venda como uma arte", "A arte de roubar"... e pouco aparece da chamada tradicional art. Vivemos uma época de recursos da informática cada vez mais cotidianos e necessários para nossa comunicação. No entanto não podemos esquecer que máquinas não pensam conceitos. 

Conceitos mudam com o tempo e o conceito de arte é dos mais subjetivos. Para mim arte é o que quem vê acredita ser arte. Tudo o que nos move e emociona, seja um quadro ou um pombo na rua. Ou mesmo um momento. Porque a arte está no receptor e como ele recebe a mensagem. Não digo com isso que um belo quadro não é arte. Na verdade é uma expressão artística que mostra o sentimento, as sensações, a sensibilidade do pintor. Mas isso não nega também a arte presente em um riso de criança. Ou seja, a arte não pode ser estática e passiva. Isso transforma a concepção das bienais de arte e da própria arte em si.
 
Na Bienal de Arte de São Paulo, um andar ficou vazio como forma de expressão artística, já que o tema da Bienal é "o vazio". Muitos artistas ficaram revoltados com isso, já que procuram e não conseguem um espaço de destaque para mostrar suas produções, e não podem também utilizar aquele espaço. Algumas pessoas entraram no andar vazio e grafitaram as paredes. 

Esse grafite é arte ou puro vandalismo? A atitude foi válida? A colocação de um espaço tão disputado sem obras é demonstração artística ou de falta de criatividade dos organizadores? Qual o futuro da arte? Vamos usar esses recursos de informática para nos comunicarmos melhor e redefinirmos conceitos.

Is this love?

Entrei na van na Lapa em direção a Ipanema por volta das 4 da manhã. Os assentos estavam quase completamente tomados. Sentei perto de 2 gringas, aparentemente alemãs, e um típico carioca puxando papo com elas. "É. Vila Isabel. Escola de samba. Moro lá. É bairro também."

Entra um grupo de 4 homens que ficam de pé. O motorista aumenta o som. Está rolando um CD do Bob Marley. Um dos homens de pé fala que mora no Flamengo "mas com esse som vou até a Rocinha! Valeu, motorista-DJ!" Quando guardei o sorriso de volta o carioca e a gringa já estavam se beijando.