Previsões do Pai Xorume

Mizifi tá chateado? Avareado? Acompanhado? Amarrado? Cavalinho de mizifi já tá querendo expulsar o guia? Oxi, mizifi. Fica assim não. O ano-novo está começando e Pai Xorume de Xoxotsi fez algumas previsões. Vamos lá:

• Obamis vai acabar com as guerras e as torturas que os soldados aplicam nos meninos que usam barba.
• Os países todos do mundo vão dar sua contribuição contra o aquecimento grobal. Quem tem mais dá mais, quem tem menos dá menos. Mas todo mundo dá no fim das conta, eita...
• Brasil campeão do mundo mais uma vez.
• O Papa vai falar que os padres podem casar e quem não gosta de sofrer todo fim de mês esperando o vermelhão chegar vai poder usar camisinha.
• Carla Bruni vai dar uns pegas no Obamis. Ôpa, mas isso era segredo do Pai Xicrédibola.
• As campanha pra governador e presidente vão ser limpas e só candidatos honestos vão ser eleitos.
• Os brasileiros vão ter um sistema de saúde muito melhor e a educação vai ser exemplo no mundo todo.
• Ao invés de choque de ordi os homi vão cobrar e vai ter choque de salário bão pa todo mundo. E nada de desempregado.

Isso é pesquisa séria, mizifi. Êh Êh. Falei com muitos político e foi eles que me disse essas coisa. Se tem tanta coisa aí na lista que só depende deles então deve de ser verdade. É ou num é? Os menino são tão otimista... Êh Êh...

Mizifi paga agora na saída. Pai Xorume aceita todos cartão e cheque, mas dá desconto pra quem paga a vista.

FELIZ 2010 !!!

Disco Umbanda no Carlos Imperial

Sensacional! "Você em casa, acenda sua vela. Vai, cavalinho!"

Chokito de Ordem

Continuo a minha rotina de freelancer com horários de trabalho absurdos para a maioria das pessoas. Fiz no mês de dezembro uns trabalhos por Botafogo e me lembrei da história dos Hells Angels no ano passado (quem não leu ou não se lembra pode clicar aqui). Fui então no dia 23 às 2h da manhã para o mesmo ponto de ônibus na Praia de Botafogo onde o episódio ocorreu na esperança pelo menos de uma pequena inspiração literária.

Eu estava notando que do ano passado pra cá pouca coisa mudou. Aumentou o número de ambulantes na região, o preço da cerveja aumentou um pouco e a Luana Piovanni deve ter quebrado mais umas 3 câmeras de paparazzis. Fora isso o ponto continua sujo, a Praia de Botafogo continua tendo um número assustador de moradores de rua e o Botafogo de Futebol e Regatas continua não ganhando nada.

Passa o 457. Perfeito. Vai até a General Osório, que é pra onde eu quero ir mesmo. Subi, facilitei o troco e me sentei perto do trocador. O motorista era brincalhão e ficou fazendo piada com o trocador o tempo todo. O trocador, por sua vez, ficava sem graça e olhava pra mim de tempos em tempos cochichando: "Esse cara é uma figura..." Depois de um sujeito sair o motorista comentou com ele: "Esse aí era mais feio que o Zé Bonitinho!" E recebeu como resposta: "Com prisão de ventre!" Como eu estava de costas para a porta e não vi o sujeito eu disse que estava aliviado por não tê-lo visto. Assim não teria pesadelo.

Segue a viagem e quando estávamos chegando no último túnel de Copacabana um rapaz puxou a cordinha quando chegava ao ponto dele. O motorista passou direto e o rapaz então começou a assoviar. Prontamente o motorista começou o xingatório "Fi-fi-fi é o ¢∞§¶±alho que eu não sou teu porteiro, rapá! Fala direito!" O rapaz respondeu "Mas eu só quero parar antes do túnel. Fiz sinal e você não ouviu." "Fez sinal nada que tu tava dormindo" "Se eu cochilei lá atrás é que eu tava trabalhando em loja desde 10h da manhã. Agora faz o favor de parar pra eu descer?"

O ônibus reduz a velocidade e, dentro do túnel, abre a porta. Acho que o automóvel não se incomoda com aquela plaquinha de "Esse veículo só se movimenta com as portas fechadas". Mostrando que não ia parar, o motorista seguiu em frente devagar com as portas abertas e o rapaz então arriscou descer. Enquanto ele descia o motorista acelerou e o rapaz rolou pelo chão do túnel.

Vendo a m... que fez o motorista parou e foi olhar pela janelinha. "Você tá bem?" "'Tá bem' nada. Tô anotando teu número!" respondeu o rapaz ainda se recompondo "Isso não vai ficar por isso mesmo!" "Não vai ficar o quê?! A câmera tá aqui mostrando que eu tô certo. Até parei pra te ajudar." "Tá certo como?! Abre essa porta. Como é teu nome?" Nessa hora o motorista voltando ao volante responde "Meu nome é o ¢∞§¶±alho!" E arrancou com o veículo.

Eu fiquei na minha o tempo todo, mas anotei também o número do ônibus para ligar para a empresa algum dia útil depois. Saltei na praça e fui na direção da minha rua. Enquanto eu atravessava a praça o ônibus fazia a volta nela, vindo a parar justamente na minha frente na outra esquina. Na mesma hora uma viatura da polícia parou em frente ao ônibus não deixando ele sair de onde estava. Dois policiais e o rapaz do túnel saem da viatura. "É esse aí?" pergunta o policial gordinho. "Esse mesmo. Foi esse motorista aí", respondeu o rapaz. (Pequeno adendo: os Policiais Militares do Rio costumam andar em duplas, como os cantores sertanejos. No caso, devido a sua incrível forma costumam ser o "Gordo" e o "Gordinho")

O policial então pede ao motorista que desça do ônibus. Cada um conta sua versão do fato. Sempre um puxando sardinha pro seu próprio lado. O trocador, ainda de sua posição dentro do veículo, aponta para mim e diz: "Ele estava aqui. Viu tudo e pode testemunhar pra gente." Pobre moço. Achou que por causa de uma piada com o Zé Bonitinho constipado eu necessariamente testemunharia a favor do motorista da empresa dele. "Você estava lá?" me perguntou o Gordinho. "Estava sim." "Quer servir de testemunha?" "Quero." "Então vamos pra delegacia. Quer ir no ônibus?" "Haha!" pensei. "Não. Prefiro ir na viatura." E fomos.


Chegamos à delegacia na Nossa Senhora de Copacabana. Saímos da viatura eu, o rapaz, o Gordo - que dirigia comendo chocolate - e o Gordinho. Logo atrás parou o ônibus e o motorista e o trocador saíram de lá também deixando dentro do veículo duas senhorinhas que não entenderam nada porque entraram no ônibus no ponto onde eu saí. Entrando na delegacia o delegado já estava na porta.

Ao ver eu e o rapaz saindo do banco de trás da viatura foi logo afirmando ao Gordo "É flagrante, né?!". "Não, senhor. É lesão corporal." Espantado o delegado apontou para o Chokito que o Gordo tinha na mão e rindo disse "Ih, achei que era maconha!" Rimos todos e entramos no distrito.
Uma mocinha veio nos atender e o Gordinho se encarregou de contar a história. O motorista chegou e contou a versão dele. Ele e o rapaz começaram a discutir. Já estavam quase partindo um para cima do outro com a platéia abismada e imóvel quando vem um carinha todo de branco e sem identificação lá do fundo da delegacia e que até então estava atrás de um biombo "Qual é o caso?" Prontamente o Gordinho repete a história. Dessa vez com adendos do delegado, que parecia querer fazer o caso se encerrar ali mesmo.

"Ihhh... Sabe como é que é, né? Antes de pegar qualquer depoimento vai ter que ir no hospital pra fazer todos os exames, depois trazer aqui. Aí é que a gente pode começar alguma coisa. Enquanto isso essa rapaziada toda fica te esperando." Nessa hora pensei nas senhorinhas do ônibus. O delegado completa: "Tranquilamente vamos até de manhã pra começar a brincadeira."

O rapaz pensa, pensa... "Eu não queria nada não. Só prestar queixa pra que situações como essa não acontecessem outras vezes. Se ele pagasse uma cesta básica sei lá pra quem já tava maneiro." E o delegado "É, mas pra fazer o B.O. só depois do hospital. E lá no Miguel Couto." O Gordinho ainda se prontificou "Eu posso levar, mas vou ter que chamar reforço pra trazer de volta porque não posso ficar lá não."

"Como é? Vai no Miguel Couto ou não vai?", perguntou o cara de branco. "Se ele me pedir desculpas aqui fica tudo bem. Trabalho amanhã de novo em loja. Véspera de Natal. Tenho que estar lá às 8h. Minha namorada tá me esperando em casa..." "Já é então. Tá maneiro. Desculpa aí", disse o motorista. "Custava ter feito isso antes? Como é seu nome?", pergunta o rapaz. "Wellington.", responde o motorista. "Quando eu te perguntei antes você disse que seu nome era 'o ¢∞§¶±alho!' Então seu nome não é o ¢∞§¶±alho? Porque só agora você tá dizendo?" "Ah, é que agora a gente tá na presença de autoridades, né?", responde cabisbaixo, completando "Eles podem pedir meu documento qualquer hora."

Bom, diante da pressão das autoridades a história acaba por aqui mesmo. Os dois se apertaram as mãos, todos se apertaram as mãos e cada um foi pro seu canto. Quando eu estava saindo pra pegar meu caminho de volta o Gordinho me chamou "Aí, mora aonde?" "Perto do Hospital de Ipanema.", respondi. "Quer que eu te deixe em casa?", oferece o policial. "Haha!" pensei. "Não, obrigado. Daqui vou andando rapidinho. Mas valeu."

É ruim, hein? Vai que eu chego em casa às 3 e tal da manhã saindo do banco de trás de uma viatura... Até explicar que eu fui semi-testemunha de alguma coisa o boato de que eu ando fumando Chokito já se espalhou e eu nunca mais consigo reclamar sobre a síndica com a Dona Terezinha, minha vizinha de porta de 230 anos.

Fiz a minha versão do (há 2 dias) clássico vídeo "Ione no Shopping".
"Bonita e gostosa" para uns. "Bagaço da laranja" para outros. Para ela simplesmente Ione, jornalista.
Beijomeliga.

Ione Machado, a danada do Shopping

"Nada melhor do que não fazer nada" e ir cantar no Shopping. Algumas vezes surgem talentos inesperados que nos deixam boquiabertos. Talvez aqui esteja o talento da MPB da década de 10.

O vídeo abaixo foi feito no Shopping Cassino Atlântico. A jornalista Ione Machado mostrou muito talento. Para quem gostar ela deixa até o contato. Foi colocado anteontem na internet e já tem quase 20 mil acessos.